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UFPR vai abrigar Centro de Reabilitação de Animais Marinhos em Pontal do Paraná

Elaine Leal     23 de agosto de 2017 - 16h20

O litoral do Paraná vai ganhar um ambiente adequado e com grande capacidade para monitorar e atender animais marinhos. O futuro Centro de Reabilitação de Animais Marinhos (CRAS) será construído em Pontal do Paraná, no Centro de Estudos do Mar (CEM) da Universidade Federal do Paraná. A obra será financiada pela Petrobras, como parte do Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos, relacionado ao processo de licenciamento ambiental do pré-sal.

A instalação do Centro de Reabilitação foi aprovada pelo Conselho de Desenvolvimento Territorial do Litoral do Paraná (Colit) no dia 3 de agosto. O CRAS ainda depende de licenças do Instituto Ambiental do Paraná e da Prefeitura de Pontal do Paraná, mas a previsão é que as obras comecem em 30 dias.

Com uma área total de 800 metros quadrados, o CRAS terá 380 metros quadrados de espaços fechados, com laboratórios e ambientes de atendimento com estrutura hospitalar e salas de análise de dados. O restante do terreno será destinado à estrutura de suporte à vida, com atendimento à fauna. O valor destinado à construção é de R$ 2 milhões.

A coordenadora do Laboratório de Ecologia e Conservação do CEM, bióloga Camila Domit, será a responsável pelo CRAS na UFPR. Ela conta que a obra é uma parceria entre UFPR e Universidade do Vale do Itajaí (Univali), com recursos oriundos da condicionante do Ibama à Petrobras devido às atividades de exploração de gás e petróleo na Bacia de Santos. A Petrobras deve manter um projeto que avalie a interferência das atividades de produção e escoamento de petróleo sobre aves, tartarugas e mamíferos marinhos, por meio do monitoramento das praias e do atendimento veterinário a animais vivos e mortos.

Atendimento a vida marinha

Segundo Camila, o CRAS atenderá exclusivamente animais marinhos e costeiros, sendo estes restritos aos que têm hábito aquático. No novo espaço, será possível atender, simultaneamente e dentro das demandas legais, cem aves não voadoras, como pinguins, dez aves voadoras, dois lobos marinhos, um cetáceo (baleia) e oito tartarugas marinhas. “Importante ressaltar que as ações de resgate, reabilitação, avaliação de mortalidade das espécies de fauna marinha abordadas pelo projeto e atendidas pelo CRAS estão inseridas em demandas e protocolos internacionais e respondem a agendas de convenções internacionais endossadas pelos Ministério do Meio Ambiente brasileiro”, explica a bióloga.

Além do atendimento aos animais, o CRAS também será um importante espaço de participação dos alunos da UFPR, tanto como local para estágio, quanto local de pesquisa na área acadêmica e práticas voltadas à gestão costeira. O projeto também possibilita a realização de ações de extensão, como sensibilização ambiental na comunidade, e palestras sobre atendimento da fauna marinha e avaliação de ameaças ao ecossistema costeiro.

A oportunidade de se estruturar um CRAS na UFPR é fruto do trabalho que vem sendo desenvolvido em toda a história do Centro de Estudos do Mar. Os trabalhos realizados nos laboratórios e as ações educacionais promovidas pelo CEM são utilizados por outros laboratórios e instituições parceiras no desenvolvimento de pesquisas inéditas e de relevância nacional e internacional sobre a fauna marinha.

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